A Rádio
A partir da criação da Fundação Nossa Senhora da Paz, muitas obras sociais foram implantadas para prestação de serviços a comunidade Vila da Paz e comunidades vizinhas, uma destas obras foi a Rádio Comunitária Maria FM(inicialmente chamava-se Rádio Chaminé Popular) pensada para ser um instrumento de comunicação, de informação, formação e utilidade pública, bem como de atividades educativas e culturais. No início funcionava em uma casa simples, de taipa, mas transmitia regularmente seus programas. Segundo Antônia Rodrigues, presidente da Fundação , já existia um som na Igreja Nossa Sra. Da Paz, porém era inviável realizar programas musicais no alto-falante da mesma, daí escolher instalar a rádio naquela casa. No início a emissora contou com o apoio de Paulo César, amigo de Toinha e professor de comunicação social, ele ministrou alguns cursos para os locutores da rádio.
A Rádio Maria chegou a fazer seu aniversário de um ano e foi a maior festa.
Por ser bem simples e não ter segurança a sede da rádio foi assaltada, levaram todos os equipamentos, cd’s e aparelhos.
Padre Pedro resolveu, mais tarde, comprar outros equipamentos e reinstalá-la, desta vez, em uma das salas da escola da Fundação. Seria mais seguro.
Os problemas, porém, não pararam por aí. A Rádio Comunitária enfrentou e enfrenta certos obstáculos para funcionar. Sua lei é bastante minuciosa e exige muita burocracia. Foi enviada ao ministério das Comunicações a solicitação de regulamento desta rádio, mas este é um processo demorado. Fiscais de órgãos responsáveis pelo funcionamento das rádios passaram a vir aqui, e não conseguindo fechar a emissora optaram por vir acompanhados pela polícia federal, armada e com mandato de apreensão, desta vez levaram os equipamentos e por pouco não prenderam o Padre Pedro, talvez a melhor expressão não seja por pouco, visto que a comunidade se mobilizou contra os policiais a fim de não prenderem o padre. Dias depois uma liminar foi expedida e a rádio voltou a funcionar.